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BREVE HISTÓRIA

DA ORDEM BASILIANA E DA EVOLUÇÃO DAS SUAS REGRAS


1.Três personagens basilares da Ordem Basiliana de São Josafat

  A Ordem Basiliana de São Josafat está fundamentada no patrimônio espiritual de São Basílio Magno (329-379), mas a sua estrutura organizacional, como Ordem religiosa, deve-se à obra do metropolita de Kiev, José Veliamyn Rutskey (1574-1637) e ao santo bispo mártir Josafá Kuntsevytch (1580-1623). Foi este que, pela sua espiritualidade e sua atividade pastoral orientada à união dos cristãos, imprimiu um rumo bem definido para a fundação dessa instituição.

  São estas personalidades espirituais que definem o estágio primitivo da Ordem. Três elementos constitutivos pertencem à sua identidade espiritual: vida em comunidade, trabalho apostólico e atividade orientada para a união dos cristãos.

São Basílio e a vida comunitária

  As Regras e as obras do nosso santo Padre Basílio conferiram à vida em comunidade uma estrutura concreta e orientaram os religiosos ao serviço da Igreja. De acordo com São Basílio, a perfeição religiosa realiza-se na comunidade, e esse estilo de vida é imitação da vida cristã na Igreja primitiva. A vida comunitária é uma das formas de vocação divina para realizar o serviço de anúncio do Reino de Deus na terra. O verdadeiro critério dessa forma de vida é a observância dos mandamentos divinos e a total submissão à autoridade da Sagrada Escritura e da Igreja. Todo o membro da comunidade religiosa é chamado à doação de si mesmo em nome de seus coirmãos, renunciando à vontade própria, para servir ao próximo da melhor forma possível, segundo o espírito da caridade fraterna. O religioso não vive para si mesmo, mas para o bem de seus coirmãos. O carisma particular de cada religioso torna-se comum para toda a comunidade. Na comunidade é mais fácil observar os mandamentos de Deus, praticar o amor ao próximo, conduzir o combate espiritual, buscar a perfeição pela prática dos conselhos evangélicos. O Espírito Santo une os corações dos irmãos no Senhor, Jesus Cristo, e com os dons sustenta e santifica a comunidade.

  Nas suas 80 “Regras Morais”, São Basílio reuniu cerca de 1500 citações da Sagrada Escritura, que se constituíram em fundamento para a compreensão das suas 55 “Regras Extensas” e 318 “Regras Breves”. Em todas as regras basilianas, como também no epistolário e em outras obras podemos observar um maravilhoso equilíbrio, que harmoniza a vida de oração com o trabalho da comunidade sob a guia do superior.

  São Basílio, assim como todos os grandes santos, oferecendo respostas a questões espirituais do seu tempo, responde igualmente às aspirações e problemas de todas as futuras gerações de religiosos. Suas Regras vieram a determinar para sempre a própria essência da vida religiosa.
O espírito da Regra basiliana se expressa em trechos seletos de suas obras que precedem o Estatuto da nossa Ordem, sob o título de “A Regra do nosso santo Padre Basílio”.

Metropolita José e os primórdios da nossa Ordem

  O metropolita José desenvolve a concepção basiliana da vida comunitária na Ordem, introduzindo em seus mosteiros uma única disciplina e subordinando-os a um único superior. A nova Ordem conjuga em si a espiritualidade do Oriente e a estrutura organizacional do Ocidente.

 O Estatuto da nossa Ordem reflete, na sua essência, a estrutura configurada pelo metropolita José e pelos seis Capítulos-assembleias, que foram realizadas durante a sua vida e posteriormente.

 O metropolita José ampliou o papel dos religiosos basilianos na Igreja e na sociedade e favoreceu o desenvolvimento das atividades pastorais, educacionais e missionárias na Igreja Oriental. De acordo com as suas diretrizes, os religiosos deviam não somente observar a ordem disciplinar do mosteiro, mas haveriam de ser santos, sábios, prontos para cumprir qualquer missão e estar abertos para as necessidades da Igreja e da sociedade.

São Josafat e a união dos cristãos

  A piedade de São Josafat era um fator de motivação para a observância da disciplina e do espírito religioso, favorecendo assim uma forte difusão do monasticismo basiliano. A sua vida, primeiro como monge, posteriormente como bispo, transcorreu na oração e na pregação. A fonte da profunda espiritualidade do santo era a Liturgia, e dela ele hauria a força e a inspiração para o seu serviço apostólico. São Josafat rezava sem cessar e tinha um particular amor à oração litúrgica da Igreja Oriental.

  O mais ardente desejo de São Josafat era a unidade de todos os cristãos. Por isso, incessantemente ele pedia “Senhor, dai-nos a união”, e pela união dos cristãos ele ofereceu a sua vida. Ele sofreu o martírio no ano de 1623; em 1643 foi beatificado e em 1867 foi proclamado santo.

  Em 1932, a Sé Apostólica conferiu à nossa Ordem a denominação oficial  de Ordem Basiliana de São Josafat.

2. Os primórdios da Ordem Basiliana de São Josafat e de suas Regras

  No ano de 1607, João Rutskey, incentivado pelo piedoso monge Josafat Kuntsevytch, ingressa no quase vazio mosteiro de Santíssima Trindade em Vilna (Lituânia), assumindo o nome de José. No mesmo ano juntam-se a ele outros jovens e assim se forma uma nova comunidade monástica.

  Em 1605, ainda antes de seu ingresso no mosteiro, Rutskey elaborou um plano assaz claro de regeneração espiritual para a Igreja ucraniana, com o título de Explanação de um ruteno para a correção das estruturas eclesiásticas no rito grego, cuja base seria a renovação da vida monástica. Ele pensava da seguinte forma: “Se tivermos monges instruídos e piedosos, os bispos e arcebispos, que são escolhidos dentre os monges, também serão sábios e piedosos. Teremos então boas e bem aparelhadas escolas para o clero eparquial e para os leigos; teremos também bons pregadores e diretores espirituais e assim poderemos oferecer ajuda aos outros nossos irmãos que seguem o mesmo rito”.

  Baseando-se nas obras de São Basílio Magno, Rutskey começa a elaborar para a nova comunidade as regras fundamentais de vida religiosa comunitária.

Regras comunitárias, Constituições capitulares e regras particulares

  No ano de 1617, quando a nova comunidade monástica compreendia já cinco mosteiros (Vilna, Byten, Novgorod, Minsk e Zhyrovytsi) e cerca de uma centena de monges, o bispo José, que em 1613 tinha se tornado metropolita de Kiev, convoca o primeiro Capítulo Geral para Novgorodovychi.

 Durante a primeira sessão do Capítulo, Rutskey entrega às mãos de seus monges as Regras Comunitárias do santo Padre Basílio Magno, arcebispo de Cesareia da Capadócia, e esclarece aos participantes do Capítulo que “foi ele mesmo que, no decorrer de um longo tempo, recolheu de diversas obras do santo Padre (Basílio) e elaborou essas Regras, adaptando-as às exigências da vida atual, dividindo-as em alguns capítulos fundamentais, para serem melhor compreendidas e memorizadas”. As Regras foram divididas em 5 capítulos: sobre o fim da vida monástica e sobre os meios para atingi-lo: pobreza, castidade, obediência e vida comunitária. “O objetivo de tudo isso — argumentava adiante o metropolita — são as urgentes necessidades das almas que perecem no nosso rito (Igreja). Devemos assumir cuidados espirituais pelas suas almas e não somente pelas nossas… e para isso é necessário adquirir certos hábitos. Por isso, fomos obrigados a prescrever certas regras, que não eram necessárias em tempos antigos, mas que hoje são indispensáveis. Fizemo-lo sem nos afastar do ensinamento do santo Padre”. Assim, pois, iniciam-se as Regras Comunitárias: “A meta da vida monástica é ser uma pessoa perfeita no amor a Deus, isto é, assemelhar-se a Deus no amor. Não somente nós pessoalmente haveremos de imbuir-nos desse amor por meio da contemplação e das boas obras, mas devemos com todo o zelo, por meio de palavras e de exemplo, atrair a ele o nosso próximo”.

  Em seguida foi elaborada a Constituição Capitular da Congregação Basiliana da Santíssima Trindade com a seguinte estrutura: à frente da nova comunidade está o metropolita; no seu interior a comunidade é governada pelo superior geral, chamado “protoarquimandrita”, que é eleito para a vida inteira; este é auxiliado por quatro conselheiros, cujos cargos são também vitalícios. São atribuições do protoarquimandrita: a cada quatro anos convocar o Capítulo Geral, nomear, com a aprovação dos conselheiros, os superiores dos mosteiros para um período de quatro anos, e vigiar para que os superiores e monges observem as Regras e as Constituições. O Capítulo Geral, do qual participam também os bispos, reúne-se para eleger os membros do Conselho, renovar as Constituições Capitulares e tomar decisões sobre assuntos da Ordem e da Igreja. Os bispos serão escolhidos somente dentre os membros da nova comunidade monástica, a fim de que a Ordem e a hierarquia eclesiástica fossem inseparavelmente unidos entre si.

  Convém observar que, de acordo com a compreensão da época, o metropolita Rutskey considerava que todos os monges orientais constituíam uma única Ordem de São Basílio Magno, e a comunidade por ele fundada seria apenas uma pequena parte, uma congregação ou uma unidade dentro daquela grande Ordem.

  Durante os Capítulos Gerais seguintes (1621 e 1623), o metropolita José em conjunto com os padres capitulares elaboraram as Regras particulares para cada um dos diversos cargos ou ofícios, começando pelo protoarquimandrita até ao porteiro. Pode ser acrescentado a essas Regras também o regimento para os bispos, que foi redigido pelo metropolita Rutskey.

Aprovação da Congregação Basiliana e de suas Constituições

  No dia 4 de outubro de 1624, a Congregação para a Propagação da Fé do Vaticano aprova a unificação  “dos monges rutenos em uma Congregação sob a direção de um único superior geral e confere aos Capítulos Gerais o direito de elaborar Constituições em consonância com os documentos da Igreja. As Constituições devem ser provisoriamente aprovadas pelo Pontífice Romano, mas, para que a disciplina religiosa não sofra prejuízo, os monges irão obedecê-la até quando a Sé Apostólica não decidir de forma diferente”.

  No dia 20 de agosto de 1631, o Papa Urbano VIII, por meio do decreto Exponi Nobis, aprova e confirma com a sua autoridade o decreto da Congregação para a Propagação da Fé.

Aprovação oficial da autentidade das Regras e Constituições

  Após a morte do metropolita José Rutskey (1637), começam a surgir desentendimentos entre os metropolitas e a Ordem Basiliana, pelo facto de que não foram escritas regras para os metropolitas, o que tinha sido proposto durante o primeiro Capítulo Geral. O metropolita Cipriano Zhukhovskey coloca em dúvida a autenticidade das Regras Comuns de Rutskey e das Contituições capitulares. Graças a um decreto da Congregação para a Propagação da Fé de 1686, foi convocado um Capítulo Geral no mosteiro de Novgorod, que foi presidido pelo jesuíta Tomas Wiejski, contando com a presença do metropolita Cipriano. Durante o Capítulo, foi ratificada a autenticidade das Regras Comuns e das Constituições dos monges rutenos da Ordem de São Basílio Magno, e foi selado o acordo (assim dito Nexus) entre o metropolita e a Ordem. Cópias dessas Regras e a ata do acordo foram enviados à Congregação para a Propagação da Fé, e hoje se conservam no Arquivo Histórico da Congregação para a Evangelização dos Povos (CP, tomo 29).

Fundação da nova Congregação Basiliana
de Nossa Senhora do Patrocínio

  No ano de 1739, por decisão do Sínodo de Zamostia (1720), os mosteiros de cinco eparquias ucranianas (Lviv, Peremysl, Lutsk, Volodymyr e Kholm) realizam em Lviv um Capítulo e fundam a Congregação de Nossa Senhora do Patrocínio, que posteriormente recebeu as denominações de “Congregação Rutena”, “do Santo Patrocínio”, “Polonesa” ou “da Coroa”. A nova Congregação aceita as Regras da Congregação da Santíssima Trindade.

A Ordem Rutena de São Basílio Magno

  No ano de 1743, por delegação do Papa Bento XIV, o núncio apostólico em Varsóvia, Fabrizio Sorbelloni, convoca, em Dubno, um Capítulo Geral para as duas Congregações, que é realizado sob a presidência do bispo Jorge de Lascaris. Tomam parte no Capítulo 139 membros da Congregação de Nossa Senhora do Patrocínio e 66 membros da Congregação da Santíssima Trindade. O Capítulo unificou ambas as Congregações em uma só Ordem, a qual passou a existir em duas Províncias, e lhe conferiu a denominação de Ordem Rutena de São Basílio Magno.

  O Papa Bento XIV, por meio de decreto Inter plures, do dia 11 de maio de 1744, revisa e confirma as Constituições elaboradas pelo Capítulo de Dubno.

A Breve Exposição das Regras
do Santo Padre Basílio Magno

  Em 1751 foi publicada em língua polonesa a Breve Exposição das Regras do Santo Padre Basílio Magno, que eram as próprias Regras Comuns do metropolita Rutskey apresentada em uma ordem mais lógica. No final foram acrescentadas algumas citações da homilia de São Basílio “Sobre a renúncia ao mundo” e dois decretos do Papa Clemente VIII: “sobre a reforma de todas as Ordens monásticas” (de 20 de março de 1601) e “sobre a reserva de alguns assuntos aos superiores gerais” (de 26 de maio de 1593).

O Projeto de Constituições
a ser estudado e acolhido nos futuros Capítulos

  De 1617 até 1759 foram realizados 36 Capítulos Gerais, reformulando incessantemente as Constituições da Ordem. O Capítulo Geral, que foi realizado em Beresti no ano de 1759, chama a atenção sobre a necessidade de sistematizar toda a legislação anterior num só código e posteriormente publicá-lo. Para este fim, o Capítulo decide elaborar um projeto de Constituições e nomeia uma comissão, da qual fizeram parte 12 membros. Eles reúnem-se no mosteiro de Hoscha e montam um projeto, que foi posteriormente publicado sob o título de Projeto de Constituições para ser estudado e acolhido nos futuros Capítulos.

Constituições Capitulares do ano de 1772

  O Capítulo Geral, realizado em Beresti no ano de 1772, recomenda publicar o Projeto de Constituições de Hoscha e distribuí-lo entre os 1235 basilianos que viviam em 155 mosteiros, para que eles “lessem e enviassem as suas observações”. As correções e acréscimos, que foram propostos pelos monges, foram repassados aos delegados dos Capítulos Provinciais, os quais, por sua vez, elaboraram propostas para o próximo Capítulo Geral.

  As Constituições de Hoscha tiveram influência decisiva sobre a futura legislação da nossa Ordem até aos dias de hoje, talvez pelo facto de que elas continham citações de obras de São Basílio, das Regras do metropolita José Rutskey, de documentos papais, de decisões da Congregação para a Propagação da Fé, e também de decisões de Capítulos anteriores. As Constituições de Hoscha dividem-se em quatro partes. A primeira parte trata da “finalidade da vida monástica e dos meios que a ela conduzem”; a segunda parte contém “regras especiais para os detentores de cargos na Ordem”; a terceira,“fórmulas de atos públicos e promessas”, e a quarta informa sobre “normas penais”.

  Durante esse mesmo Capítulo foram corrigidas e reformuladas as Constituições Capitulares e enviadas à impressão em língua latina, junto com os protocolos capitulares.

O Código das Constituições
da Ordem de São Basílio Magno

  O Capítulo Geral seguinte reúne-se em Torokany no ano de 1780, e no decorrer de dois meses refaz o projeto das Constituições de Hoscha (1772) e, levando em consideração as observações dos Capítulos Provinciais, confia a redação final a quatro peritos.

  O Capítulo Geral seguinte, realizado em Zhydytchyn no ano de 1788, não aceita esse projeto e recomenda à Cúria Geral elaborar um novo projeto, que foi publicado no ano de 1791, sob o título de Código das Constituições da Ordem de São Basílio Magno. Esse Código, bastante bem elaborado, da mesma forma não entrou em vigor devido a desavenças na Polónia e a severas restrições impostas à Ordem Basiliana pelo governo russo.

  Durante o Capítulo de Torokany (1780), a Ordem foi dividida em quatro Províncias: Santíssima Trindade (Lituânia), São Nicolau (Belarus), Nossa Senhora do Patrocínio (Rutena ou Polonesa) e a do Santíssimo Salvador (Galícia). As três primeiras Províncias acabaram ficando sob o domínio russo, e a quarta sob o domínio austríaco. Em 1802 é realizado o último Capítulo Geral da Ordem, e em 1804 foi supresso o cargo de “protoarquimandrita” (Superior Geral): as Províncias basilianas que permaneceram no território russo ainda possuíam Superiores Provinciais e podiam realizar Capítulos Provinciais (até ao ano de 1826), ou permaneciam sob a tutela geral dos bispos. A correspondência com a Sé Apostólica foi proibida. O fechamento de mosteiros, que teve início em 1795, continuou até à sua total supressão, no ano de 1839.

A forma de gestão que deve ser observada pela Ordem de São Basílio Magno

  A Ordem Basiliana sobreviveu nos territórios austríacos. A Província do Santíssimo Salvador (Galícia) contava inicialmente com 44 mosteiros (quatro passaram para a nova Província da Natividade da Mãe de Deus, chamada “Província de Kholm”, criada no ano de 1810 e aproximadamente 330 membros, mas, em consequência das reformas promovidas pelo imperador José II, rapidamente diminuiu para 14 mosteiros, devido às muitas restrições quanto à admissão de novos membros. Além disso, os basilianos submetiam-se aos bispos eparquiais de Lviv, Peremyshl e Kholm, os quais elaboraram um Modus de governo, que devia ser obedecido pela Ordem de São Basílio Magno, aceite pelo Capítulo Provincial realizado em Krekhiv no dia 20 de julho de 1803.

A Sinopse dos Estatutos da Ordem de São Basílio Magno

  Quando o trono do Império Austro-Húngaro foi assumido pelo imperador Francisco José I (1848), as Ordens religiosas naquele território começaram a reorganizar-se segundo as diretrizes do Papa Pio IX. O cardeal F. von Schwarzenberg, arcebispo de Praga, incumbiu o bispo de Preshov, Joseph Gaganets realizar uma visita canônica aos mosteiros basilianos na Galícia. Durante o Capítulo realizado no ano de 1858 no mosteiro de Dobromyl, o cónego Olexander Dukhnovytch, junto com os padres capitulares, elaboraram novas Constituições, com o título de Sinopse dos Estatutos da Ordem de São Basílio Magno, prescrito para ser observado pelos religiosos da Ordem da Província da Galícia. As Constituições foram enviadas à Congregação Propaganda Fide, mas não foram aprovadas.

As Constituições da Congregação Rutena da Ordem de São Basílio Magno,

renovada de acordo com o pensamento da constituição Singulare Praesidium do Papa Leão XIII

  No ano de 1881, o superior provincial, Clemente Sarnytskey, não vendo outro meio para fortalecer a Ordem, propôs ao Papa Leão XIII um plano concreto de sua reforma com a ajuda da Companhia de Jesus. O Papa, por meio da сonstituição Singulare praesidium, acolhe a Ordem sob a tutela da Sé Apostólica e dá início à chamada “Reforma de Dobromyl”. A efetivação da reforma foi confiada a padres da Companhia de Jesus. Seguindo as diretrizes do Papa, Pe. Gaspar Szczepkowski, SJ, redige as novas Constituições em base das Regras Comuns do metropolita José Rutskey e do projeto das Constituições de Hoscha do ano de 1772.

  A Congregação para a Propagação da Fé, após ter revisado e corrigido o texto, aprova e edita, em 1896, na sua própria tipografia em Roma, as novas Constituições, sob o título de Constitutiones Congregationis Ruthenae Ordinis S. Basilii M. reformatae ad mentem constitutionis SS. D. Leonis PP. XIII “Singulare Praesidium”.
  Posteriormente foi impresso um excerto dessas Constituições em língua latina e ucraniana: Excerto das Constituições da Congregação da Ordem de São Basílio Magno, reformada segundo a mente da constituição do Santo Padre Leão XIII (Zhovkva, 1900).

  O primeiro Capítulo basiliano após a “Reforma de Dobromyl”, realizado no mosteiro de Krystynopil, em 1906, modifica algumas partes das referidas Constituições e envia o texto à Congregação Propaganda Fide, a qual, no decorrer de algumas sessões (1907-1909), as revisa e corrige.

  O Santo Padre, Papa Pio X, no dia 27 de julho de 1909, durante uma audiência concedida ao cardeal Antonio Gotti, então prefeito da Congregação para a Propagação da Fé, aprova as Constituições e, em 1910, elas saem impressas na tipografia do mosteiro de Zhovkva, com o título acima aferido.

  Em 1924, as Constituições da Ordem reformada foram aceites pelos mosteiros da Ucrânia Transcarpática e, mais tarde, pela Tchecoslováquia, Hungria e Romênia (da tradição de Blazh), que aderiram à “Reforma de Dobromyl”.

As Constituições da Ordem Basiliana de São Josafat

  No ano de 1931 foi realizado o primeiro Capítulo Geral da Ordem Basiliana reformada, no qual foi eleito como protoarquimandrita (Superior Geral) o Pe. Dionísio Tkatchuk, e se decidiu que o local permanente de residência da Cúria Geral seria Roma.

  Em 1932, a Congregação para as Igrejas Orientais confere à Ordem a sua atual denominação: Ordem Basiliana de São Josafat.

  Em 1952, o Papa Pio XII proclama uma nova legislação para o monasticismo oriental, à qual o Capítulo Geral, realizado em Roma no ano de 1953, adapta as Constituições. Posteriormente, o Papa Pio XII, pelo decreto Divus Basílius Magnus, de 16 de junho de 1954, aprova as Constituições, que em 1954 foram publicadas em língua latina e, em 1955, em língua ucraniana, com o título de Constituições da Ordem de São Basílio Magno.


Projetos de Constituições
elaborados ad experimentum nos anos 1970-2002

  No ano de 1969 foi realizado um Capítulo Geral extraordinário, com o objetivo de revisar as Constituições de 1954 com base das “Normas para o cumprimento do decreto Perfectae Caritatis do Concílio Vaticano II”, emitidas pelo Papa Paulo VI, aos 6 de agosto de 1966, com base também noutros documentos conciliares e pós-conciliares. Após 56 dias de trabalho conjunto, as Constituições foram adequadas às referidas “Normas” e seu texto foi impresso em 1970, sob o título de Regra – Constituição – Diretório, com a determinação de que deveria ser observado por todos. No Capítulo Geral de 1976, esse projeto foi novamente revisado e, em 1977, foi de novo impresso “ad experimentum”.

  Em 1990, o Papa João Paulo II proclama o “Código dos Cánones das Igrejas Orientais”. Simultaneamente quatro Províncias basilianas da Europa oriental, saindo da clandestinidade, acarretam para a vida da Ordem novas exigências e perspectivas. Três Capítulos Gerais seguintes (1992, 1996 e 2002) adaptam as Constituições ao novo Código e à nova realidade, em consequência do que mais dois projetos foram elaborados e publicados em caráter experimental (1993 e 2002).

Estatuto da Ordem Basiliana de São Josafat

  O Capítulo Geral de 2000 acatou a proposta de excluir do livro Regra – Constituição – Diretório  a parte “Diretório”, que se refere a normas muito detalhadas e práticas, recomendando que cada Província elaborasse o seu próprio regimento, de acordo com as particularidades e exigências locais e o enviasse à aprovação do Protoarquimandrita e seu Conselho. Esse mesmo Capítulo confiou a uma comissão especial a tarefa de elaborar um novo projeto de Estatuto. O projeto preparado pela comissão foi rejeitado pelo Capítulo de 2004, que incumbiu uma outra comissão de corrigir as deficiências e contradições internas do projeto, a fim de que pudesse, reunir-se novamente dentro de um ano, para aprová-lo. Durante os trabalhos da comissão surgiu a necessidade de um prazo adicional para elaborar melhor o novo projeto. Os membros do Capítulo, consultados por correspondência, aceitaram  a proposta para reunir-se em uma segunda sessão em julho de 2006. Durante essa sessão, o Capítulo acolheu o novo projeto do Estatuto como “primeiro texto de trabalho”, aprovando também a metodologia proposta pelo Protoarquimandrita que deveria ser obedecida até à aprovação do novo Estatuto. Seguindo o método proposto, corrigido em alguns pontos somente nas suas etapas, chegou-se à redação final do novo Estatuto em língua italiana, que foi examinado e aprovado pelo Capítulo Geral de 2008 e, no mesmo ano, foi enviado para a aprovação da Sé Apostólica.
  A Congregação para as Igrejas Orientais, fazendo suas observações e algumas correções, no dia 18 de julho de 2009 entregou o Estatuto para a Ordem com a auspiciosa observação: “Esta Congregação, tendo tudo avaliado, aprova o texto, como versão oficial, para sete anos. O Capítulo eletivo do ano 2016 decidirá sobre possíveis mudanças ou por sua definitiva aprovação”.

 

 

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